quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fórmula

Sabe Augusta, tudo que sempre quis um dia foi descobrir a fórmula do amor eterno, não que eu imaginasse poder ter um, mas na minha humildade se um dia fosse sortuda gostaria de saber como é! Estranho, mas entre tantos amores, tantas promessas, nenhum se cumpriu, alguns viraram feridas que foram cicatrizadas com o tempo, outros nem passaram de cócegas, conto nos dedos os que precisei de antibióticos e anti-inflamatório, mas nem esses foram eternos! As vezes acho que o problema é comigo, me apaixono, amo, faço juras de todo o coração e peço a Deus que elas se cumpram com aquela pessoa maravilhosa que ele colocou no meu caminho, o tempo passa e começo a entortar o nariz pra os defeitos, mas ainda sim apaixonada, passo por cima, até que não suporto mais, quero distância, tudo me sufoca e me tira do sério, o eterno acaba ali! Até quando vai ser assim? Será que é falta de maturidade? Sinceramente creio que não, foram relacionamentos demais, acho que na verdade não era pra ser eterno mesmo!
Lembro-me de alguém que nunca me saiu da mente, ele se chama Pedro e um dia quando ainda éramos amigos entre uma conversa e outra estamos sentados a beira da praia, a noite era linda, o tempo estava perfeito e a lua exuberante lá em cima, era fato que nós gostávamos um do outro, eu o olhava com o coração sabe? Eu via a sua alma, e pensava: - Só ele me dará a paz que preciso! Ele dividiu comigo muito da sua sabedoria e me disse que acreditava que quando duas pessoas que se amam morrem elas viram uma só luz, como se elas se completassem pra toda a eternidade, ele me falou que queria que eu fosse a metade da luz dele. Ah Augusta, nunca desejei mais nada nessa vida, foi a doação de um coração instantâneo! Mas os caminhos que se cruzaram ali, não tornaram a andar juntos, não. Eu não sei bem o que aconteceu, essa foi a única ferida que jamais cicatrizou, eu nunca deixei de amar a metade da minha luz, nem um dia sequer, talvez a resposta da fórmula da eternidade ficou lá.
# Cristiane Melo

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Algo antigo.

 
Algo que ficou, nada pode apagar, algo antigo que sempre me faz lembrar daqueles dias em que tudo era melhor, sentimentos de paz, a tranquilidade de um fim de tarde, o suspiro que me causava a sua presença, ficou uma parte lá, outra aqui, no meu coração junto com o pijama de coelhos e o aroma de todas as coisas que me fazem lembrar você. Saudade é uma palavra estranha pra o que sinto, ainda não inventaram nenhuma que se encaixe nesse vazio.
#Cristiane Melo